Neste primeiro post poderia começar por fazer uma breve apresentação, mas como já está na rubrica "quem somos", falarei sobre uma das primeiras perguntas quando se fala de vinho: "de que vinho gostas mais?"
Como em qualquer outra atividade que seja estudada com mais profundidade ganha-se respeito por qualquer estilo, começa-se a compreender que qualquer abordagem, desde que feita com seriedade, é válida e tem aspectos positivos a realçar.
No entanto o gosto é individual, e como tal há estilos que realçam aquilo que mais procuramos numa obra de arte ou que simplesmente nos apaixonamos à primeira vista, neste caso, à primeira prova.
Chama-se Barolo o estilo de vinho que mais gosto, é nas encostas do sopé dos Alpes, Piemont, que crescem as uvas Nebbiolo. Depois esperam 4 anos na adega, entre madeiras e garrafa, para sair para o mercado. Cresce para cinco anos se for a versão Reserva.
Sobre os Barolo já se disse tudo e, por vezes o seu contrário:
- que só deve ser acompanhado de pão tostado para não interferir no sabor do vinho supremo, enquanto outros dão-lhe a faculdade de acompanhar pizzas, carnes altas ou cozidos à portuguesa ou cocido gallego.
- que é afamado como o "rei dos vinhos e o vinho dos reis" embora também há quem diga que esse apodo pertencia ao vinho doce húngaro Tokaji Anzu
- que é o vinho supremo porque tem o melhor de Bordéus e o melhor da Borgonha
- que se pode descrever em duas palavras: "rosas e alcatrão"
Para mim o Barolo é o vinho que se prova como o ciclo de vida de uma planta: vegetal, flores (rosas), fruto (vermelho) folhas secas e piso florestal.
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